Foi dada a largada para a escolha do nome do mascote da copa. As opções para batizar o simpático tatu-bola são Amijubi, Fuleco ou Zuzeco.
Mas afinal, que ralho de nomes são esses???
Segundo a FIFA (que escolheu as opções), os nomes foram criados por um processo chamado "aglutinação" onde duas ou mais palavras são unidas para formar uma nova palavra, sendo assim:
Amizade + Júbilo = Amijubi
Futebol + Ecologia = Fuleco
Azul + Ecologia = Zuzeco
O grande problema é que Amijubi parece nome de goma de mascar e Fuleco e Zuzeco parecem uma ofensa. Segundo a professora de linguística e língua portuguesa Margarida Basílio da PUC-Rio, "(...) 'Ecologia', por exemplo, é reconhecida pelo seu prefixo e não pelo sufixo, como foi usada em Fuleco e Zuzeco, que, na verdade, denotam um diminutivo pejorativo como em 'padreco' (...)". Ou seja, quando o time é ruim, ele é um "timeco". Se um jornal é ruim, é um "jornaleco". E se o nome é ruim, ele é "Zuzeco" ou "Fuleco".
Se o objetivo era dar um nome que ninguém entendesse, deveriam chamar o mascote de "Tolypeutes tricinctus", que é o nome cientifico do animal escolhido, ou se a ideia era fazer uma aglutinação, poderiam ter se espelhado em alguns pais criativos que temos no Brasil, e chamar o pobre bichinho de "Cleyssival", "Domivânio", "Edjostenes" ou "Valkenedy".
Seja qual for à escolha do público, da FIFA ou de quem quer que seja certamente o animalzinho ficará conhecido (pelo menos a nível nacional) como "Tatu-bola".
Expandindo o Conhecimento Atlético
domingo, 23 de setembro de 2012
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Comemorar ou não comemorar? Eis a questão.
A "hipocrisia" no futebol chegou a um ponto em que os jogadores já começam a repensar se é realmente interessante fazer um gol. Na última rodada do campeonato brasileiro dois gols viraram polemica: Romarinho do Corinthians no primeiro tento na vitória sobre o Palmeiras por 2 a 0, e Neymar do Santos na virada sobre o Coritiba por 2 a 1.
Romarinho levou o cartão amarelo após fazer o gol no clássico e comemorar diante da torcida do Palmeiras, "provocando" dessa forma os rivais, o detalhe é que 90% do estádio era de torcedores alviverdes, e para comemorar o gol com os corinthianos Romarinho teria que atravessar o campo inteiro. A solução então é não comemorar o gol!
Neymar, craque brasileiro do momento, tem carregado o Santos praticamente sozinho no campeonato. Fez os dois gols do alvinegro praiano na virada sobre o coxa em pleno Couto Pereira. Com Neymar em campo, o aproveitamento santista é de inacreditáveis 74,1%, maior inclusive que do líder do torneio Fluminense (70,7%). O problema do Santos é que sem a "joia" santista, o aproveitamento é pífio, apenas 27,1%. O problema para o Santos e para os torcedores é que Neymar "o salvador da pátria" não poderá jogar a próxima rodada do brasileirão, simplesmente porque ele fez o gol! Isso mesmo, após marcar o tento o artilheiro da equipe levou o terceiro cartão amarelo na competição teoricamente por retardar o reinicio da partida.
- Então, o jeito é não fazer gols, é melhor, porque senão toma cartão. Complicado ficar fora porque fiz um gol - Lamentou em tom de ironia o craque do campeonato.
Essa atitude de "amarelar" uma comemoração mais entusiasmada é coisa de quem nunca jogou futebol. Provavelmente de um dirigente frustrado ou de um patrocinador prejudicado. Qualquer pessoa que já tenha feito um gol na vida sabe que no momento ápice do futebol, o autor do lance não consegue nem pensar no que vai fazer. Até mesmo o fato de tirar a camisa é completamente compreensível, a vontade que se tem no momento do gol, é de rasgar tudo o que se tem na frente. Mas não se pode tirar a camisa, pois dessa forma se prejudica o patrocinador.
O que a FIFA, a CBF ou a FPF tem a ver com o patrocinador particular do clube? Se ainda fosse uma restrição do clube eu até entenderia. O clube poderia pedir ao jogador (ou até obrigá-lo) a não tirar a camisa para que o logo da empresa que apoia a equipe apareça (sob pena de punição salarial, ou demonstrar o patrocinador em algum tipo de evento), mas ficar fora do próximo jogo por tirar a camisa e comemorar um gol prejudicando assim o patrocínio da equipe, é ridículo. É absurdo só o fato de isto constar no regulamento.
Podemos tomar como exemplo o São Paulo. Vamos voltar no tempo, há um mês quando o clube estava sem patrocínio na camisa, quem o jogador prejudicaria em caso de tirar a camisa na hora do gol? Qual o sentido de se aplicar um cartão amarelo nesse caso? Parece realmente que o Neymar tem razão, que o jeito é não fazer gols, ou em ultimo caso pedir desculpas para o adversário quando isso acontecer.
Romarinho levou o cartão amarelo após fazer o gol no clássico e comemorar diante da torcida do Palmeiras, "provocando" dessa forma os rivais, o detalhe é que 90% do estádio era de torcedores alviverdes, e para comemorar o gol com os corinthianos Romarinho teria que atravessar o campo inteiro. A solução então é não comemorar o gol!
Neymar, craque brasileiro do momento, tem carregado o Santos praticamente sozinho no campeonato. Fez os dois gols do alvinegro praiano na virada sobre o coxa em pleno Couto Pereira. Com Neymar em campo, o aproveitamento santista é de inacreditáveis 74,1%, maior inclusive que do líder do torneio Fluminense (70,7%). O problema do Santos é que sem a "joia" santista, o aproveitamento é pífio, apenas 27,1%. O problema para o Santos e para os torcedores é que Neymar "o salvador da pátria" não poderá jogar a próxima rodada do brasileirão, simplesmente porque ele fez o gol! Isso mesmo, após marcar o tento o artilheiro da equipe levou o terceiro cartão amarelo na competição teoricamente por retardar o reinicio da partida.
- Então, o jeito é não fazer gols, é melhor, porque senão toma cartão. Complicado ficar fora porque fiz um gol - Lamentou em tom de ironia o craque do campeonato.
Essa atitude de "amarelar" uma comemoração mais entusiasmada é coisa de quem nunca jogou futebol. Provavelmente de um dirigente frustrado ou de um patrocinador prejudicado. Qualquer pessoa que já tenha feito um gol na vida sabe que no momento ápice do futebol, o autor do lance não consegue nem pensar no que vai fazer. Até mesmo o fato de tirar a camisa é completamente compreensível, a vontade que se tem no momento do gol, é de rasgar tudo o que se tem na frente. Mas não se pode tirar a camisa, pois dessa forma se prejudica o patrocinador.
O que a FIFA, a CBF ou a FPF tem a ver com o patrocinador particular do clube? Se ainda fosse uma restrição do clube eu até entenderia. O clube poderia pedir ao jogador (ou até obrigá-lo) a não tirar a camisa para que o logo da empresa que apoia a equipe apareça (sob pena de punição salarial, ou demonstrar o patrocinador em algum tipo de evento), mas ficar fora do próximo jogo por tirar a camisa e comemorar um gol prejudicando assim o patrocínio da equipe, é ridículo. É absurdo só o fato de isto constar no regulamento.
Podemos tomar como exemplo o São Paulo. Vamos voltar no tempo, há um mês quando o clube estava sem patrocínio na camisa, quem o jogador prejudicaria em caso de tirar a camisa na hora do gol? Qual o sentido de se aplicar um cartão amarelo nesse caso? Parece realmente que o Neymar tem razão, que o jeito é não fazer gols, ou em ultimo caso pedir desculpas para o adversário quando isso acontecer.
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Qual o problema com o Cortêz?
Há aproximadamente um ano atrás, explodia para o futebol o lateral esquerdo Bruno Cortéz (que na ocasião vestia a camisa do Botafogo), convocado para integrar a seleção Brasileira no "Superclássico das Américas". Mas de lá pra cá, o que pode ter ocorrido?
Cortêz é sem dúvida um dos jogadores mais regulares do elenco do São Paulo, continua apresentando o mesmo bom futebol que o levou à seleção no ano passado e mesmo assim não é chamado de volta para o escrete canarinho!
Até agora imaginava que a convocação não era feita, pois o técnico da seleção, o senhor Mano Menezes, apreciava mais o futebol apresentado pelos "espanhóes" Marcelo (Real Madrid) e Adriano (Barcelona), o que já é absurdo, pois apesar de bom jogador, Marcelo é um conhecido "pavio curto" que já prejudicou a seleção algumas vezes, e Adriano nem lateral de oficio é. No entanto, numa convocação feita apenas com jogadores "brasileiros" Cortêz nem sequer ser lembrado, já é demais.
Não estou querendo dizer que o corinthiano Fábio Santos e o tricolor carioca Carlinhos não mereçam ser lembrados, mas nenhum dos dois tem a qualidade comparada a do lateral são-paulino. Será que há algo por trás das convocações da seleção brasileira? Ou será que o Mano realmente acha Adriano, Fábio Santos e Carlinhos melhores que o Cortêz? Convocações como do Jonas preterindo Fred, Luís Fabiano e Vagner Love respondem algumas perguntas.
Cortêz é sem dúvida um dos jogadores mais regulares do elenco do São Paulo, continua apresentando o mesmo bom futebol que o levou à seleção no ano passado e mesmo assim não é chamado de volta para o escrete canarinho!
Até agora imaginava que a convocação não era feita, pois o técnico da seleção, o senhor Mano Menezes, apreciava mais o futebol apresentado pelos "espanhóes" Marcelo (Real Madrid) e Adriano (Barcelona), o que já é absurdo, pois apesar de bom jogador, Marcelo é um conhecido "pavio curto" que já prejudicou a seleção algumas vezes, e Adriano nem lateral de oficio é. No entanto, numa convocação feita apenas com jogadores "brasileiros" Cortêz nem sequer ser lembrado, já é demais.
Não estou querendo dizer que o corinthiano Fábio Santos e o tricolor carioca Carlinhos não mereçam ser lembrados, mas nenhum dos dois tem a qualidade comparada a do lateral são-paulino. Será que há algo por trás das convocações da seleção brasileira? Ou será que o Mano realmente acha Adriano, Fábio Santos e Carlinhos melhores que o Cortêz? Convocações como do Jonas preterindo Fred, Luís Fabiano e Vagner Love respondem algumas perguntas.
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
Brasil, o país do futebol!?
Ao termino da
Olimpíada de Londres 2012 é comum vermos um levantamento das medalhas
conquistadas pelo nosso país. Apesar de essa ser a Olimpíada com o maior número
de medalhas conquistadas pelo Brasil, o total de pódios e principalmente das
primeiras posições é irrisório se comparado às potencias olímpicas.
Então alguém
vai indagar: “Mas você está nos comparando a potências olímpicas?”, e por que
não! O Brasil possui uma das maiores diversidades de raças do planeta, é a
quinta maior população do mundo, foi também um dos países com a maior delegação
dos Jogos Olímpicos, e ainda está entre as delegações que mais gastaram em
preparação para os jogos, então eu é que pergunto: será que não merecíamos
mais?
Acredito que o problema é que focamos todas as atenções em apenas uma modalidade, e que normalmente nos decepciona. Será que alguém esperava da nossa seleção de futebol, recheada de craques, que apesar de sub-23 é à base da seleção principal, algo menos que o ouro? A cobertura esportiva da mídia nem nos deixou acreditar que o ouro não viria. Até o início da competição o “Lance!” maior seguimento da mídia impressa do país trazia duas ou três páginas sobre a seleção olímpica e uma para todas as outras modalidades, após o começo do torneio obviamente a cobertura melhora, mesmo assim o jornal traz de cinco a seis paginas sobre os Jogos Olímpicos (grande parte dedicada ao futebol olímpico), e todo o resto do folhetim (cerca de trinta páginas) sobre o futebol no país. A revista “Placar” tem um desempenho ainda pior. As edições de agosto (100 páginas) e setembro (92 páginas) que trazem o pré e o pós Olimpíadas, somadas contabilizam exatamente onze páginas sobre os jogos (excluídas as paginas de propagandas), todas falando sobre futebol. Como pode alguém esperar algo menos que a medalha de ouro?
Não que a
medalha de prata não tenha sido boa, mas se compararmos, o mesmo segundo lugar
decepcionante do futebol, foi motivo de orgulho no vôlei masculino. Por que
motivo? É a mesma medalha! A resposta é a soberba. Ninguém viu os jogadores do vôlei
saírem do Brasil “cantando a vitória”, todos viram a frustração dos jogadores após
a derrota na final, ficou clara a dedicação dos atletas durante o jogo. Em entrevista
concedida ao jornal “Lance!”, o ponteiro Dante, que atuou na final com uma
contusão no joelho demonstra melhor porque nos orgulhamos tanto da prata no vôlei.
Perguntado a ele se não tinha medo de agravar a contusão ele respondeu: “Hora
nenhuma pensei nisso (lesão). E nem poderia, pois assim não jogaria. As consequências
eu deixei para pensar depois da partida”.
No país do futebol, parece que só quem ama esse
esporte são as pessoas que não estão envolvidas nele.
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