segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Brasil, o país do futebol!?


Ao termino da Olimpíada de Londres 2012 é comum vermos um levantamento das medalhas conquistadas pelo nosso país. Apesar de essa ser a Olimpíada com o maior número de medalhas conquistadas pelo Brasil, o total de pódios e principalmente das primeiras posições é irrisório se comparado às potencias olímpicas.
  
Então alguém vai indagar: “Mas você está nos comparando a potências olímpicas?”, e por que não! O Brasil possui uma das maiores diversidades de raças do planeta, é a quinta maior população do mundo, foi também um dos países com a maior delegação dos Jogos Olímpicos, e ainda está entre as delegações que mais gastaram em preparação para os jogos, então eu é que pergunto: será que não merecíamos mais?
   
Época Negócios
(Fonte: Época Negócios)

      Acredito que o problema é que focamos todas as atenções em apenas uma modalidade, e que normalmente nos decepciona. Será que alguém esperava da nossa seleção de futebol, recheada de craques, que apesar de sub-23 é à base da seleção principal, algo menos que o ouro? A cobertura esportiva da mídia nem nos deixou acreditar que o ouro não viria. Até o início da competição o “Lance!” maior seguimento da mídia impressa do país trazia duas ou três páginas sobre a seleção olímpica e uma para todas as outras modalidades, após o começo do torneio obviamente a cobertura melhora, mesmo assim o jornal traz de cinco a seis paginas sobre os Jogos Olímpicos (grande parte dedicada ao futebol olímpico), e todo o resto do folhetim (cerca de trinta páginas) sobre o futebol no país. A revista “Placar” tem um desempenho ainda pior. As edições de agosto (100 páginas) e setembro (92 páginas) que trazem o pré e o pós Olimpíadas, somadas contabilizam exatamente onze páginas sobre os jogos (excluídas as paginas de propagandas), todas falando sobre futebol. Como pode alguém esperar algo menos que a medalha de ouro?
  
Não que a medalha de prata não tenha sido boa, mas se compararmos, o mesmo segundo lugar decepcionante do futebol, foi motivo de orgulho no vôlei masculino. Por que motivo? É a mesma medalha! A resposta é a soberba. Ninguém viu os jogadores do vôlei saírem do Brasil “cantando a vitória”, todos viram a frustração dos jogadores após a derrota na final, ficou clara a dedicação dos atletas durante o jogo. Em entrevista concedida ao jornal “Lance!”, o ponteiro Dante, que atuou na final com uma contusão no joelho demonstra melhor porque nos orgulhamos tanto da prata no vôlei. Perguntado a ele se não tinha medo de agravar a contusão ele respondeu: “Hora nenhuma pensei nisso (lesão). E nem poderia, pois assim não jogaria. As consequências eu deixei para pensar depois da partida”.
  
          No país do futebol, parece que só quem ama esse esporte são as pessoas que não estão envolvidas nele.